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Domingo dia 1 de Fevereiro de 2004 – Passeio
TT
A previsão meteorológica dizia-nos que embora nos dias
anteriores o tempo estivesse chuvoso, o Domingo iria
ser um dia com melhorares condições. Contudo, pelo menos
em Covas de Ferro e região adjacente, o dia amanheceu com o
céu bem
fechado e com um nevoeiro que por vezes se tornava
naquela chuva irritante e miudinha vulgarmente apelidada
de "molha tolos". Ou seja, o dia estava muito parecido
com o anterior mas quem pensou que tal poderia afastar
alguns participantes do evento, bem se enganou.
Cerca das 8H30 da manhã já existia um grande frenesim
com motos e atrelados por todo lado, e bastantes
participantes a inscreverem-se. Saliente-se a facilidade
com que se efectuaram as inscrições
dos participantes que fizeram a sua pré-inscrição
pela Net, comparada com a maior azáfama em redor dos elementos
da organização que faziam as inscrições
no local. Embora a saída estivesse agendada para as 9H00, a
chegada constante de participantes e a sua afluência ao local
de inscrição, atrasou-a um pouco e só perto das
10H00 se começou a organizar as motos para o tão desejado
arranque. Além de perto de 100 CyberMotards que fizeram a sua
pré-inscrição pela Net, e que na sua generalidade
compareceram esperávamos pelo menos outros tantos a inscreverem-se
no próprio dia, e na verdade o resultado final, mesmo com a
meteorologia descrita, superou a expectativas e estabeleceu
mais um recorde de participações, com um total de 268
motos à partida
para o passeio. O recinto estava repleto de motos
e o ruído
da máquinas prontas a partir chegava para despertar o mais distraído
e sonolento habitante de Covas de Ferro.
Como de costume nestas andanças, saíram em primeiro
lugar as motos de cross, lideradas por um conjunto de elementos da
organização, que foram abrindo o percurso a um grande
grupo de participantes. Claro está que depois da passagem dos
mesmos, com os terrenos repletos de água, o percurso começou
a ficar um pouco mais difícil mas nada que o mais comum dos
moto-4 não ultrapasse sem grande dificuldade. Seguiram-se grupos
de +/- 40 moto-4 liderados também por elementos da organização
e no fim do “pelotão” seguiu mais um conjunto de elementos da
organização para fazer as assistências e fechar
o percurso.
A quase unanimidade dos participantes interpelados,
concordaram que o percurso foi bastante variado e
divertido, tendo zonas de maior velocidade, outras
mais técnicas
e outras de simples contemplação,
embora a teimosia do nevoeiro não tenha deixado apreciar as
magnificas paisagens que noutras condições poderiam ter
sido contempladas. Com muitas e sempre espectaculares
travessias de pequenos rios e ribeiros, a presença da água
foi quase uma constante, batida apenas pela constante
presença
da lama, que não
poupou nem homens nem máquinas. Enfim, todos os ingredientes
necessários a um grande passeio Todo-o-Terreno. O percurso com
uma extensão de aproximadamenet 80 Km cruzou várias zonas
dos concelhos de Sintra, Loures e Mafra.
Sensivelmente a meio do percurso estava preparado
um pequeno almoço
de reforço, bem merecido pelo esforço feito até então,
que consistia em pão-com-chouriço, acompanhado pelas
bebidas à escolha de cada um consoante a preferência pelos
vários carburantes disponibilizados. Alguns dos participantes
aproveitaram para aqui fazerem algumas pequenas manutenções às
máquinas (alguns furos,
correntes, etc), aproveitando ainda outros para reabastecerem
os depósitos.
No local a organização disponibilizava gasolina e óleo
para aqueles que não os tinham trazido de casa. Para os que
gostam das suas próprias misturas, os recipientes tinham sido
também transportados pela organização, para que
na altura devida, estivessem no local. Um outro foco
de grande afluência foi a mangueira, simpaticamente
disponibilizada pelos donos da casa mais próxima do local em
questão, que constantemente a deitar água, permitia a
todos uma rápida lavadela de mãos, cara e óculos,
que nestas alturas sabem sempre bem. Diga-se de passagem,
que nesta altura do percurso já o mais limpo dos participantes
estaria completamente irreconhecível e repleto de lama até ao
mais recôndito local do seu equipamento/vestuário. Atestadas
as motos e os estômagos, retomou-se o percurso e alguns
segundos depois já não havia rasto da anterior lavadela,
pois a lama voltava a reinar.
De salientar a extrema dedicação e importância
de todos os elementos da organização, que em locais em
que o percurso implicava o cruzamento com vias de tráfego rodoviário,
faziam a regulação do trânsito e permitiam a travessia
em segurança, quer para os participantes, quer para o referido
trânsito.
Sensivelmente a uns 2 quilómetros do final
aguardavam pelos participantes uns fabulosos Martini acompanhados de
uns salgadinhos a servirem de aperitivo que mais uma vez eram bastante
ansiados pelos participantes mais esfomeados.
Chegados ao recinto da L.A.C.F. os participantes estavam
como seria de esperar, prontos para o grande almoço. Contudo,
para a grande maioria ainda havia algum trabalho,
pois é sempre
preferível
arrumar o equipamento antes de almoçar e depois estar descansado.
Estavam disponíveis para os interessados, os balneários
do pavilhão para os duches, que no estado em que todos os participantes
se encontravam, eram encarados como um oásis no deserto.
Finalmente
sentados, o almoço pareceu ser do agrado de todos
os presentes, que como sempre nestes ocasiões, aproveitaram
o momento de descanso para confraternizar e ir relatando
os muitos acontecimentos proporcionados pelo passeio.
Todos os elementos da organização estão de parabéns,
por mais uma vez o elevado nível a que habituaram os participantes
neste passeio, ter sido atingido e superado, contribuindo-se mais uma
vez para o aumento da já boa fama que o passeio vai tendo. Resta-nos
agora descobrir formas de melhorar os aspectos ainda passíveis
de serem melhorados e esperar por 2005 para os pôr em prática.
Frank – Fevereiro de 2004 |